quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Filosofia do Parkour e Motociclismo

O que queremos e o que fazemos de nossa vida?

Pois é, muitos de nós aficionados por motos, carros, velocidade, esportes radicais e situações em geral que nos colocamos em situação de perigo por prazer, adrenalina, paixão, sabemos muito bem e escutamos de nossos entes queridos para abandonar a prática, pegar leve, "andar mais de carro", etc.

Pontualmente falando sobre moto, que é o que eu estou ligado no dia-a-dia, após um acidente, todos rodeiam e falam para parar com a moto, isso é muito perigoso. Mas o que nos move, o que nos dá paixão e sentido para viver no dia a dia?



Sim é um post existencial, visto que, sempre é bom pararmos pra pensar o que estamos fazendo aqui, no planeta terra, antes que seja tarde demais. Se não é algo que nos dê paixão, felling, sangue correndo solto nas veias, não vale a pena o risco. O mesmo vale para o gosto do dia-a-dia na moto, alguns por obrigação, trabalho, prazer, passatempo. Já me peguei muitas vezes olhando pro chão em uma rodovia quando estava em alta velocidade e pensando, caso caia agora o que acontecerá comigo?

Todo excesso é perigoso e maléfico, não estou também trazendo o debate ao extremo do tipo viva como se não houvesse amanhã, mas em se tratando da moto como estilo de vida, o motoca, o motociclista, aproveite sim, use todos os ambientes e tempos que puder e quiser, explore novas experiências, viva esse lifestyle que escolheu para si e "carpe diem".

Ao explorar o site do Papo de Homem, vi um post sobre esportes estilosos, enfim, ao ver um vídeo sobre a filosofia do Parkour em que David Belle explica os princípios do esporte e estilo, lembrei muito do que as pessoas próximas a mim sempre me aconselham, quanto a moto, a parar de andar, sempre lembrar do perigo.

O medo é uma sensação, um sentimento focado no futuro, no que poderá acontecer, não no presente. Caso deixe de fazer as coisas que gosta, por medo do que possa acontecer terá vivido uma vida que valha a pena? Para quê está pisando neste solo tupiniquim se não for para apenas aproveitar uma dádiva (divina ou não) chamada vida? Vivemos nas duas rodas uma linha tênue entre prazer e perigo, vida e morte.
Parafraseando Raúl Seixas:

Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa abater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio...

Então, aproveite o dia.
Na chuva ou no sol, se está lendo isso é porque está respirando e não deixe de fazer o que gosta.

Vídeo do David Belle: