terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Motos & GPS

No trabalho do dia-a-dia para muitos motocas o GPS se torna um instrumento obrigatório, eu diria, principalmente para quem trabalha com entregas, porque trabalhar em Sampa e conhecer esse emaranhado de ruas que mais parece um congestionamento de teias de aranhas é complicado. Podemos até dominar os caminhos, as regiões, através das grandes avenidas e pontos de referência e assim "passear" pela cidade sem se perder, mas sempre tem aquela ruazinha maldita atrás da avenida que nunca dá pra achar.



Particularmente aprendi a rodar pela cidade quando passei a utilizar exclusivamente a motoca para chegar aos lugares, via de regra, era olhar pelo Google Maps, marcar em um papel avenidas de referência e plim! estava no extremo sul de São Paulo. Mas tinha um porém, sempre observava o caminho e suas referências. 

Quando criança sempre admirava a capacidade do meu pai de conhecer caminhos e rodovias, visto que meu velho era caminhoneiro. Rios, bicas d'água e pontos de referência não faltavam aos relatos do ex-estradeiro. Conhecia caminhos e estradas e seus graus de dificuldade para trafegar, locais perigosos, horários e butecos para uma pinga no fim do dia.

O uso excessivo do GPS também tem um porém, as pessoas não pensam, não observam, não conhecem o caminho que estão pegando, assim como quando utilizam o celular, se desconectam do mundo real. Simplesmente passam e não conhecem a cidade, voltam a cara para a tela perdem as diversas possibilidades do caminho. Sabe aquela filosofia que os motociclistas afirmam que ao viajar gostam de ver o caminho, fazer parte dele, parar para observar e interagir com o ambiente? Então a cidade também oferece essas diversas possibilidades!

                                #partiurolêcomapatroa

Segundo o desenvolvedor do Waze, o israelense Uri Levine, esse uso é bom, porque as pessoas não precisam mais se preocupar com o caminho, deixando suas mentes livres para se preocupar com outras coisas e convenhamos, ajuda muito essa tecnologia hoje em dia.

Minha opinião é que um uso moderado do aparelho é de grande valia para o nosso cotidiano, trabalhando nas ruas ou a passeio, mas a total dependência te desconecta da cidade, a cidade que vive ou está visitando. Aos viciados em GPS experimentem outras possibilidades de "acharem" os caminhos e aos "old school" usem o aparelho e veja como fica fácil achar aquela rua escondida.